ePharma PBM do Brasil

Mais saúde ou indigestão corporativa?

Consumo médio de medicamentos para saúde digestiva cai por dois anos seguidos em programas empresariais de assistência farmacêutica

Colaboradores mais saudáveis ou mal-estar no mundo corporativo? A segunda resposta parece ser a mais próxima da realidade. Nos cinco primeiros meses de 2019, o consumo de medicamentos para saúde digestiva em programas empresariais de assistência farmacêutica seguiu a curva de queda que teve início no ano passado, de acordo com dados da ePharma – empresa pioneira no gerenciamento de programas de benefícios de medicamentos (PBM) no Brasil.

De janeiro a maio, foram comercializados 57.883 remédios para o combate a males gastrointestinais em 4.080 farmácias pesquisadas, uma média mensal de 11,6 mil – contra 12,4 mil em 2018 e 14,3 mil em 2017. A redução em dois anos chega a 19%. O cenário é ainda mais preocupante se considerada a proporção de medicamentos por paciente. Esse índice caiu de 3,4 para 2,5.

As maiores variações negativas de vendas entre 2017 e 2019 foram registradas entre os genéricos e os similares, respectivamente 20% e 27%. Juntos, esses medicamentos correspondem a 60% das caixas adquiridas em 2019. Os indicadores sugerem desestímulo ao uso dessas medicações. Os remédios líderes em consumo foram, pela ordem, Buscopan Composto, Pantoprazol, Vonau Flash, Sal de Fruta Eno e o genérico do Simeticona.